Cerimoniais
 
Fogo de Conselho
O Fogo de conselho foi herdado das tribos africanas. Em uma das viagens que Baden Powell fazia pela África, percebeu que as tribos que lá viviam, se reuniam a noite, antes de irem dormir, ao redor de uma fogueira.
Nesta reunião, os nativos contavam, uns para os outros, histórias e estórias das viagens e aventuras que haviam feito naquele dia; também, costumavam fazer encenações de peças e danças típicas daquele povoado.
O Fogo de conselho escoteiro, é semelhante. Nele, os participantes se reúnem em um círculo, ao redor de uma fogueira, inicialmente apagada. Aguarde todos se ajeitarem em seus lugares no círculo, só então entra o animador do fogo para acender a fogueira. O animador faz então sua apresentação, e, opcionalmente começa a "puxar" uma canção para aquecer (caso estiver muito frio), ou chama diretamente a primeira patrulha, matilha ou clã a apresentar sua peça.

Corte de Honra
A Corte de Honra é nada menos que o órgão máximo de uma tropa, com poder ainda maior que o da chefia. Trata-se nada mais de uma reunião dos monitores (e as vezes os sub monitores), e a chefia da tropa. Nela, são discutidos os problemas da tropa, assim como o método de resolve-lo.
A Corte de Honra, tem sua origem na cidade de Camelot, governada pelo Rei Arthur. Neste povoado, existia o conselho máximo da cidade, chamado de "Távola Redonda". Participavam
deste conselho o Rei, e seus cavalheiros. Para esta reunião, era disponibilizada uma mesa redonda, como esta mesa não possuía cabeceira, significava que ali todos tinham o mesmo poder, até mesmo o Rei.
Na Corte de Honra escoteira não é muito diferente, pois os chefes e os monitores das patrulhas tem poder quase igual, exceto que os monitores tem o poder de voto, e a chefia tem o poder de vetar as decisões dos monitores, caso forem absurdas. A corte de honra, normalmente não é feita ao redor de uma mesa redonda, exceto se determinado pela tradição da tropa. Toda tropa tem uma tradição diferente, e estas são SECRETAS, cabendo apenas aos chefes e monitores da tropa saberem destas.

Promessa:
A promessa também é um ritual que varia muito de tropa para tropa, pois segue a tradição pré-determinada da tropa.
Para mostrar a origem deste cerimonial, podemos lembrar as antigas cerimônias de coroação dos cavalheiros. Nestas, os candidatos juravam honra ao rei, e serviço ao povo.
No cerimonial escoteiro, o jovem promete pela sua honra cumprir com 3 deveres: Deus, Pátria e Próximo:

Em algumas tropas, o cerimonial de promessa é aberto ao grupo, em outras, o ritual é semi-secreto, cabendo apenas aos elementos já promessados, chefes e parentes do jovem poder assistir a sua promessa.
O cerimonial de promessa também marca o dia em que o escoteiro começa a utilizar o uniforme. Um escoteiro só pode utilizar o uniforme após fazer a sua promessa.

Até completar os dez anos de idade, as crianças têm uma lei e promessa diferenciados, de forma a adequar-se à realidade e maturidade desta faixa etária.

A promessa escoteira
“Prometo pela minha honra, fazer o melhor possível para: cumprir meus deveres para com Deus e minha pátria; Ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião; e obedecer à Lei Escoteira”.

A Lei escoteira...
O Escoteiro tem uma só palavra; sua honra vale mais que sua própria vida.
O Escoteiro é leal.
O Escoteiro está sempre alerta para ajudar o próximo e pratica diariamente uma boa ação.
O Escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros.
O Escoteiro é cortês.
O Escoteiro é bom para ao animais e as plantas.
O Escoteiro é obediente e disciplinado.
O Escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades.
O Escoteiro é econômico e respeita o bem alheio.
O Escoteiro é limpo de corpo e alma.

A promessa do lobinho...
Prometo fazer o melhor possível para:
Cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria
Obedecer a Lei do Lobinho e fazer todos os dias uma boa ação.

A lei do lobinho...
1 - O Lobinho ouve sempre os Velhos Lobos.
2 - O Lobinho pensa primeiro nos outros.
3 - O Lobinho abre os olhos e os ouvidos.
4 - O Lobinho é limpo e está sempre alegre.
5 - O Lobinho diz sempre a verdade.